Importação de vinhos: o que você precisa saber

Importação de vinhos: o que você precisa saber

Você sabia que o consumo de bebidas alcoólicas é um dos maiores no mundo todo? Os brasileiros, por sua vez, consumiram 27% mais álcool do que a média mundial, segundo o relatório do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, em 2019. As importações de vinho, em especial, registraram grande aumento nos últimos tempos e seu consumo teve um aumento ainda mais expressivo nos últimos meses, muito por conta da pandemia do novo coronavírus.

Confira a seguir dados sobre a importação de vinhos durante a pandemia, como importar e os benefícios atuais disponibilizados pelo programa Paraná Competitivo nas operações via portos e aeroportos do Paraná.

O consumo de vinho durante a pandemia

O distanciamento social e a mudança de rotina e hábitos levaram a um consumo recorde de vinhos durante a quarentena. Consideradas bebidas para se tomar em casa na companhia da família e amigos, os vinhos e licores foram os itens que mais tiveram crescimento no primeiro quadrimestre de 2020.

De acordo com um estudo feito pela Ideal Consulting, especializada na análise de importação de bebidas alcoólicas, a importação de vinho liderou o ranking com aumento de 6,6% em volume de garrafas, somando 3,4 milhões de litros. Ao mesmo tempo, supermercados e sites de comércio eletrônico ganharam relevância na venda da bebida. O consumo por pessoa foi 39% a mais do que o mesmo período – meses de abril, maio e junho – no ano passado.

Como importar vinho

Para importar vinho, é necessário cumprir alguns procedimentos junto à Receita Federal e Ministério da Agricultura, o MAPA, e atentar-se à algumas etapas.

1. Habilitação da empresa no Radar para poder realizar o processo de importação;
2. Registro da empresa como importadora de bebidas;
3. Análise documental e laboratorial pelo MAPA;
4. Desembaraço aduaneiro na Receita Federal.

Resumidamente, essas etapas envolvem a análise e permissão da Receita Federal para fazer a importação, a coleta de amostras dos vinhos pelo MAPA para posterior liberação quando estiver no Brasil e o desembaraço aduaneiro.

Nesse momento, ter um profissional especializado para oferecer suporte é fundamental para evitar qualquer erro que possa custar caro no final do processo.

Vantagens de realizar sua importação de vinho pelo estado do Paraná

Você já ouviu falar no Paraná Competitivo? O programa já existe há bastante tempo, mas não era tão difundido e agora mudou e é capaz de bater de frente com outros grandes incentivos. Alguns estados do Brasil são conhecidos por serem bastante agressivos na importação, como Santa Catarina e Espírito Santo. Assim, o programa tem hoje diversos projetos e tornou o Paraná um dos estados mais competitivos para investimentos e importação. As medidas trazem redução do imposto ICMS de importação para os estabelecimentos que realizarem operações de revenda da mercadoria importada por meio de portos e aeroportos paranaenses, com desembaraço aduaneiro no Estado.

Por que confiar seu processo de importação de vinhos à uma trading

Estar amparado para fazer uma operação segura pode fazer a diferença e ainda atingir a satisfação na compra do consumidor final. Para isso, é realizado um estudo completo desde a saída da carga, melhor rota, reduções tributárias possíveis… até a nacionalização do produto.

Mesmo que a retomada total da economia ocorra ainda este ano, a expectativa é de que a quantidade de vinho consumido por pessoa não diminua muito, visto que o melhor período de vendas é o último trimestre do ano por conta das festividades. Através da combinação logística e tributária, é possível conseguir um produto extremamente competitivo. Fale agora com nossa equipe e saiba como melhorar seu processo de importação de vinhos!

Governo sanciona lei que prorroga prazos para exportadores nos regimes de drawback

Governo sanciona lei que prorroga prazos para exportadores nos regimes de drawback

Nova legislação faz parte das ações adotadas para reduzir os impactos da pandemia sobre a economia brasileira

O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou nesta quinta-feira (24/9) a Lei n° 14.060 que permite a prorrogação excepcional, por um ano, dos prazos para cumprimento dos regimes de drawback suspensão e isenção. Esses regimes conferem maior competitividade aos exportadores brasileiros, desonerando de tributos as importações e aquisições locais de insumos utilizados na produção de bens destinados ao mercado externo.

A nova legislação teve origem na Medida Provisória 960, editada em 4 de maio deste ano, no contexto das ações adotadas pelo governo federal para reduzir os impactos da pandemia da Covid-19 sobre a economia brasileira.

Além da confirmação do texto original da MP 960, que previa a prorrogação excepcional de prazos de cumprimento apenas para o drawback suspensão, a lei publicada nesta quinta contempla a extensão desse benefício para o regime de drawback isenção. A ampliação busca evitar que, em função da redução na atividade econômica no Brasil e no exterior, provocada pelo coronavírus, as empresas brasileiras que detenham atos concessórios de drawback isenção, com vencimento improrrogável em 2020, não consigam efetuar, no prazo originalmente estabelecido, a reposição do estoque de insumos equivalentes aos anteriormente aplicados em bens exportados. Isso porque a realização dessas operações neste momento poderia comprometer o capital de giro das empresas sem proporcionar a elas, no curto prazo, a correspondente entrada de receitas.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia (Secex/ME) apontam 325 atos concessórios de drawback isenção com vencimento neste ano e reposições de insumos autorizadas na ordem de US$ 942,3 milhões. Desse montante autorizado, o valor de US$ 424,9 milhões (cerca de 45% do total) diz respeito a operações que, com a nova lei, poderão ser concretizadas em 2021.

O que é drawback

Os regimes de drawback permitem a suspensão, isenção ou redução a zero de tributos, na importação ou na aquisição no mercado interno, de insumos a serem empregados ou consumidos na industrialização de produtos exportados.

Estão contemplados na desoneração tributária o Imposto de Importação (II), o Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), a Contribuição para o PIS/Pasep, a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Especificamente no regime de suspensão, o exportador não precisa pagar o Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) e o Imposto Sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual, Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) incidentes sobre as compras externas.

De acordo com a Secex/ME, em 2019, US$ 49,1 bilhões foram exportados com a utilização do mecanismo de drawback, o que representa 21,8% das vendas externas totais do Brasil no período. A base de empresas usuárias dos regimes de suspensão e isenção, em torno de 2 mil, contempla uma diversificada lista de setores produtivos, dentre os quais o de minérios de ferro, carne de frango congelada, celulose, químico e automotivo.

Fonte: Ministério da Economia